Quando dormem, a matéria cintila,
Vozes ouvem nós, entre laços, sós.
Então a alma falando, revoa para dentro.
Toco você.
A matéria some.
Aurora
Quando dormem, a matéria cintila,
Vozes ouvem nós, entre laços, sós.
Então a alma falando, revoa para dentro.
Toco você.
A matéria some.
Aurora
Sylvia Plath, from The Unabridged Journals of Sylvia Plath
Eu sei que é a primeira vez do meu pai nesta Terra também. E sei que Ele sofreu pior quando era pequeno.
Mas eu também era pequeno.
— Franz Kafka, de cartas para seu pai.
― João Guimarães Rosa, Gran Serton: Veredas
Virginia Woolf, from a letter to Lytton Strachey (September 1925)
when hands touch
Samuel Beckett, from The Complete Dramatic Works; “Endgame,”
“A vida é uma flor dourada/ tem raiz na minha mão”.
- Cora Coralina. Trecho do poema Variação.
Nao morre aquele
que deixou na terra
a melodia se seu cântico
na música de seus versos.
- Cora Coralina no poema Meu epitáfio.
— Franz Kafka, from “Letters to Milena.”
— Arundhati Roy, The God of Small Things: A Novel
[text: If you’re happy in a dream,
does that count?]
“Eu quero você desesperadamente. Eu quero sua força e sua suavidade, suas mãos, tudo de você”.
- Anaïs Nin, de ‘A Literate Passion: Letters of Anaïs Nin & Henry Miller 1932-1953’
“Estou cansado, não consigo pensar em nada e só quero deitar meu rosto em seu colo, sentir sua mão em minha cabeça e ficar assim por toda a eternidade”
- Franz Kafka
Cronaca di un amore (Michelangelo Antonioni, 1950)
“Foi nesse estado, pois, que recebi a liberdade de escolher uma profissão. Mas será que eu ainda era realmente capaz de usar essa liberdade? Julgava-me ainda em condições de chegar a ter uma verdadeira profissão?(…) Eu pensava: nunca vou passar do primeiro ano primário, mas consegui e até recebi um prêmio; certamente porém não vou ser aprovado na admissão ao ginásio, mas fui bem-sucedido; agora entretanto vou sem dúvida fracassar no primeiro ano ginasial — não, não fracassei, e assim continuei sempre em frente. Mas o efeito não foi um incremento de confiança; pelo contrário, sempre estive convencido — e tinha a prova formal disso na sua cara de rejeição — de que quanto mais êxito tivesse, pior deveria ser o resultado final.”— Franz Kafka, no livro “Carta ao pai”. São Paulo: Companhia das Letras, 1997