E esse amor louco para sair Espera.
E esse tudo em mim não escorre.
Quer descarregar, como raio em chuva de verão,
Mas, esperando, adormece e morre.

4 years ago with 121 notes

Quando dormem, a matéria cintila,

Vozes ouvem nós, entre laços, sós.

Então a alma falando, revoa para dentro.

Toco você.

A matéria some.

Aurora


1 day ago with 0 notes

Eu sei que é a primeira vez do meu pai nesta Terra também. E sei que Ele sofreu pior quando era pequeno.

Mas eu também era pequeno.

Franz Kafka, de cartas para seu pai.


2 weeks ago with 1 note

“A vida é uma flor dourada/ tem raiz na minha mão”.

- Cora Coralina. Trecho do poema Variação.


2 weeks ago with 9 notes

Nao morre aquele

que deixou na terra

a melodia se seu cântico

na música de seus versos.

- Cora Coralina no poema Meu epitáfio.


1 month ago with 0 notes

“Eu quero você desesperadamente. Eu quero sua força e sua suavidade, suas mãos, tudo de você”.

- Anaïs Nin, de ‘A Literate Passion: Letters of Anaïs Nin & Henry Miller 1932-1953’


1 month ago with 15 notes

“Estou cansado, não consigo pensar em nada e só quero deitar meu rosto em seu colo, sentir sua mão em minha cabeça e ficar assim por toda a eternidade”

- Franz Kafka


1 month ago with 36 notes

prosaversoearte:

“Foi nesse estado, pois, que recebi a liberdade de escolher uma profissão. Mas será que eu ainda era realmente capaz de usar essa liberdade? Julgava-me ainda em condições de chegar a ter uma verdadeira profissão?(…) Eu pensava: nunca vou passar do primeiro ano primário, mas consegui e até recebi um prêmio; certamente porém não vou ser aprovado na admissão ao ginásio, mas fui bem-sucedido; agora entretanto vou sem dúvida fracassar no primeiro ano ginasial — não, não fracassei, e assim continuei sempre em frente. Mas o efeito não foi um incremento de confiança; pelo contrário, sempre estive convencido — e tinha a prova formal disso na sua cara de rejeição — de que quanto mais êxito tivesse, pior deveria ser o resultado final.”

— Franz Kafka, no livro “Carta ao pai”. São Paulo: Companhia das Letras, 1997

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